segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Substantivo abstrato

Depois de meses...

Eu estou triste hoje. Eu estava triste ontem. Talvez eu esteja triste amanhã. Eu estou triste e mal sei o porquê. Talvez eu saiba, bem no fundo do meu peito, ou talvez não! Sei lá, é estranho. Estou vendo todo mundo terminando seus namoros, casamentos, amizades, tudo. Quando minhas relações interpessoais acabavam, eu nunca sentia nada assim. Mas sei lá, de repente mudou! E eu estou triste por ver um namoro de 2 anos e meio acabar. E um outro que eu não sei bem quanto durou, mas os dois pareciam se amar! E o casamento dos meus tios, acabou. Tudo acabando. E eu queria tanto que fossem eternos! Não me chamem de emo, nem nada do tipo. Isso é triste! É triste ver que o amor hoje em dia deixou de ser um sentimento e passou a ser só uma palavra. Um substantivo abstrato. E mais nada! Pessoas dizem "eu te amo" com a mesma freqüência com que se cumprimentam. Pessoas deixam de amar da mesma forma com que deixam de usar uma roupa já velha. Pessoas deixam de comer um doce só porque descobriram que ele vai fazê-las engordar alguns gramas. Pessoas deixam de viver por medo de sofrer, de morrer. A vida já não existe. Se existe, não vale a pena. Eu tô me sentindo sozinha, vazia. Eu não consigo mudar isso.

Tchau.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Bicicletas e autorizações

Bem, aqui estou mais uma vez. Peço perdão pelo repentino sumiço, mas minha vida tem andado um tanto quanto "fora do comum".
Novamente, estou aqui para alugar seu precioso tempo e desabafar.
Desabafar porque o que eu mais quero nesse momento eu não posso ter. Acreditem, isso não tem nada a ver com esse maldito show que vai acontecer amanhã. As razões são outras, mais intensas, mais melancólicas, mais profundas, mais antigas.
Como sempre, eu tinha certeza absoluta de que ela não deixaria. Certeza. No fundo eu sabia que só faria o papel de "mãe liberal", e no fim voltaria atrás. Eu sabia. Eu a conheço. Afinal, são dezessete anos, não é mesmo?
Dito e feito. Agora ela vem com desculpas esfarrapadas. Sim, esfarrapadas. A única coisa que eu pedi foi a autorização, pois o resto eu já tenho, e ela não quer me dar. Aliás, eles não querem me dar.
Entendo o posicionamento dos dois diante da distância do local, mas a van nos deixará na porta da casa de shows e me deixará na porta de casa depois! Distância não é o problema.
Também entenderia se o problema fosse a companhia, mas a responsável pela van se dispôs a conhecê-los. Companhia não é o problema.
Aceitaria ainda a decisão se o problema fosse dinheiro, mas o dinheiro eu tenho. Não só o tenho aqui como tenho a receber lá no show. Dinheiro não é o problema.
Então qual é o problema?
O problema é que eles tiram tudo o que eu mais quero, tudo o que eu mais gosto, coisinha por coisinha. Não sei o que eu fiz de errado. Se foi "estragar" o corpo dela durante a gravidez, peço perdão. Se foi esquecer de colocar o relógio para despertar, perdoem-me.
Mas acho que podar todas as minhas vontades não é a solução.
O problema é que eles só prometem. Prometem, prometem e prometem, feito políticos em época de eleição. Até hoje estou esperando que essas promessas se cumpram.
Me prometeram tanto, e me frustraram tanto, que eu já nem acredito em mais nada do que vem dos dois.
Eles não sabem como isso dói.
Acho que uma conversa de vez em quando poderia substituir todas essas proibições. Talvez, se eles me conhecessem, eles fossem mais amigáveis. Porém, já desisti de qualquer tentativa de contato. No fim das contas, quem se machuca sou eu.
Eu não ligo pra esse show, o que eu quero está além de qualquer apresentação de algumas bandas legais (ou não). Eu quero só um pouquinho de confiança da parte deles. Se eles me conhecessem, saberiam que não precisam se preocupar com nada! Eu sei escolher bem as boas companhias, não suporto bebidas, nem cigarros, nem nada do tipo. E tenho a mais absoluta certeza de que não voltaria gestante para casa, afinal, eu sei bem o que quero para o meu futuro, e um filho por enquanto não está nos planos. Sou decidida quanto a isso. Todos os meus amigos sabem que sou evangélica, que não bebo e tudo o mais, e não me pressionam por isso. Sei que Deus confia em mim, e tenho certeza que Ele pode me usar no meio deles. A única coisa que eu realmente preciso é um pouquinho de confiança da parte deles. Um pouquinho só.
Mas a cada dia que passa isso parece cada vez mais distante. Eu tento me enganar, mas a verdade é que não somos amigos, e a confiança entre nós é quase nula. É como se eu caminhasse em direção a algo, e essa coisa fosse fugindo de mim. Não sei, não consigo explicar.
Só sei que quando o assunto no culto é a nossa relação 'pais-e-filho', eu não consigo participar das discussões, fico de canto, pensando e às vezes até chorando. Ultimamente tem se falado muito sobre isso na igreja, e isso está me fazendo perder a vontade de ir. O que eu sinto lá não é como o que eu sinto quando vou à igreja do Jow. Quando vou na Redenção, o assunto sempre ruma para isso, mas me toca de uma maneira diferente, como se Deus estivesse me dizendo que vai melhorar. Eu me sinto bem, não tenho vontade nem mesmo de ir embora. Na IADA, é o contrário, o assunto me deixa triste, cabisbaixa. Eu sinto como se tudo nunca fosse mudar, como se essa situação fosse permanente, e o pior: sinto que a culpa é única e exclusivamente minha. Saio de lá triste, me sentindo culpada, sem vontade de voltar.
Eu só queria que pelo menos uma vez ela cumprisse o que me diz.
Eu só queria a permissão deles.

Os dois ganharam bicicletas.
Eu ainda estou esperando meu presente de aniversário.

Obg, :*
ouvindo the kill - 30 seconds to mars


PS: O texto foi escrito na madrugada de ontem.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Que seja...

Que me diga "eu te amo",
mesmo que não ame,
só para me fazer sorrir
e sentir-me amada.
Que me ponha nas nuvens,
e quando eu cair, me segure.
Que diga que sou eu a mulher da sua vida
mesmo que tenha uma vida longa
e cheia de mulheres.
Que me faça ver a vida colorida,
mesmo que o filme seja preto e branco.
Que sejamos amantes,
Amigos,
Companheiros.
Que me dê flores,
cartas, bilhetes, mensagens.
Que me faça serenatas,
Mesmo desafinadas.
Que nunca me diga "adeus",
Mas para sempre "até logo".
Que nunca se vá,
Mas se um dia for,
Que me leve junto!


Um poema antigo, de quando eu tinha meus 12, 13 anos, e ainda acreditava no amor.

Não sei bem o porquê, mas hoje já não mais acredito.


partiu, beibe :*

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

ser.

Hoje eu fui eu mesma.
Acord
ei cedo, me aprontei, fui à escola. Eu era apenas eu.
Fiz uma prova, dormi um pouco na sala... D
esenhei sonhos na carteira da escola... E eu era apenas eu.
Ch
eguei à minha casa, deitei em minha cama, olhei para o teto.
Eu passo os dias t
entando ser alguém diferente. Passo a vida tentando ser outra pessoa. Mas às vezes eu sou apenas eu.
E todas as v
ezes que eu sou eu mesma, eu me sinto sozinha.

Qu
eria que para ser feliz bastasse ser apenas eu mesma. Queria parar de fingir sorrisos, parar de brincar de ser alegre. Queria poder chegar em casa, deitar na cama, olhar para o teto e ver mais que um forro de gesso. Queria que meus sonhos não fossem só sonhos, e que minha vida pudesse ser mais que uma rotina.
Qu
eria poder viver os meus sonhos.

Mas já não t
em importância. Nada disso vai mudar.
Par
ece que a cada vez que eu aqui escrevo, minha vida é outra. Mas não, ela não é outra. Ela apenas brinca de ser diferente. Brinca comigo. Brinca com meu coração.
Talvez um dia ela pare.

É só.
:*

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

At times life is wicked.

Bem, um mês e meio sem sinal de vida.
Peço perdão a todos. (:

Em pouco tempo, muita coisa muda.
Em pouco tempo, a vida toda muda.
Em pouco tempo, muita coisa começa.
Em pouco tempo, a vida toda começa.
Em pouco tempo, muita coisa acaba.
Em pouco tempo, a vida toda acaba.


Nesse curto espaço de tempo, muita coisa começou, muita coisa mudou, muita coisa acabou em minha vida.
Eu, que me dizia 'Senhora dos Meus Sentimentos', hoje já não sei de mais nada. Lutei por anos para me fechar, para não deixar ninguém se aproximar demais, e agora, eu já não sei de mais nada.
Hoje não são meus heterônimos que escrevem.
Hoje não são meus heterônimos que amam.
Hoje não são meus heterônimos que têm medo.
Hoje sou só eu, apenas eu. Sozinha com meus medos infantis.

Creio que seja de conhecimento de muitos o fato de que eu estou namorando.
Até aí, tudo bem, tudo perfeito. Como me disse o Lu, 'não há nada de mais em estar de romance'. Mas agora eu tenho medo. Medo, não de me envolver. Medo de perder. Eu tenho medo de que um dia ele acorde e não goste mais de mim. Medo de que um dia ele conheça alguém mais interessante do que eu. Sei lá, medos infantis de menina.
Isso se encaixa no contexto de 'coisas que começam'.

Também estou trabalhando como nunca. Creio que nunca tive tantos clientes simultâneos em toda minha vida profissional.
Talvez seja isso o que mudou.

Além de tudo, parece que minha relação pais-e-filha acabou de vez. E o que mais doeu foi que isso não me machucou. Quando um acontecimento desse porte não te atinge, isso talvez doa mais do que se atingisse, porque você descobre que não se importa tanto assim, e se sente mal por isso. Isso não é uma regra, mas é o que eu penso.
Isso certamente é o que acabou.

Estou no meio de uma explosão de sentimentos: estou feliz pelo trabalho, apreensiva pelo namoro, magoada pelos meus pais, e triste. Triste, não sei porque. Eu estava feliz. Tudo estava perfeito. Talvez seja esse o problema.
O verbo 'estar' sugere estado, e estados variam. Pena que o único estado de humor que variou foi essa felicidade momentânea.
O tempo está passando, e eu continuo magoada, apreensiva e triste.

Estou escrevendo ao som de Don't Stop Dancing, do Creed. Essa música parece ser perfeita para este momento:
'Hey God I know I'm just a dot in this world, do You forgot about me?'
Eu sinto como se Deus estivesse fechando os olhos para mim, mesmo eu sabendo que ele tem planos maiores e melhores para mim, e sabendo que tudo isso vai servir para moldar meu caráter de forma a me tornar uma pessoa virtuosa.
Mas ainda assim, eu estou triste, magoada e apreensiva.

Como a música diz, 'às vezes a vida é má e (...) um forro de prata às vezes não é suficiente para fazer alguns erros parecerem certos'.
Ver a luz nem sempre é simples, e fazer erros parecerem certos é quase impossível.
Eu não consigo ver luz alguma, não sei consertar erros e eu queria que nesse dia das crianças eu ainda fosse criança, sem medos, sem preocupações, sentindo o carinho dos meus pais, e sem saber que há um mundo lá fora querendo me engolir.

Eu não sei bem o que tudo isso quer dizer, creio que não tenha nexo algum.
Não precisa ler, nem comentar.
Obrigada.



partiu, beibe ;*

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Alguém

Nossa.. Eu vou dizer agora algo não tão inédito, mas difícil de se ouvir/ler vindo de mim:
'eu sinto falta de alguém'.

Não, não é de um alguém específico, é de alguém.
Só alguém. Qualquer alguém.
Alguém que se encaixe no contexto de Fátima Irene Pinto:

"É preciso que tenha um coração disponível e transparente,
objetivos definidos, vontade de comprometer-se,
capacidade de expressar amor,
de forma quase temerária e irreverente.

Pode ser triste ou contente.
Se for triste, que possa fazer de mim o seu contentamento e,
se contente, que saiba insuflar em mim tal sentimento.
Pode ser letrado, ilustre ou sem letras.

Se for culto, que não se ufane desta qualidade,
porque o que conta é a pureza d'alma,
a lisura e a sensibilidade.

É preciso ser despojado, bacharel na escola da vida.
É preciso ter conhecido alegrias e dores,
vitórias e derrotas e ter aprendido sobretudo,
a delicada arte do discernimento,
que se sobrepõe a todo e qualquer leviano julgamento.

E, se eu encontrar alguém assim,
Com certeza ele há de gostar de namorar,
de natureza, de crianças, de animais, de beira-mar
De música, serestas, filarmônicas, bandas marciais...
quem sabe até dance tango ou bolero agarradinho
e se não souber eu até posso ensinar,
afinal, isto é um detalhe pequenininho."


é, a fábrica de 'alguéns' assim deve ter falido.
ah!
deixa eu parar, senão vou acabar chorando.
e como eu não sou emo, não posso chorar.
DHSAIUDHIUSDHAIUDSHAIHSUDAIHUSADI

beijão ;***

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sobre sapos, princesas e bruxas...

Quanto tempo sem postar! Estava até sentindo falta de escrever essas futilidades... ^^
Mas, sem mais delongas, vamos direto ao ponto: sapos e príncipes. Sim, isso mesmo. Sapos e Príncipes. Aqueles bichinhos um tanto nojentos, um pouco verdes, sabe? Eles mesmos. E aqueles homens bonitos, que montam cavalos brancos e salvam as princesinhas do perigo e dos sapos.
As princesas (vulgo garotas) passam toda a adolescência beijando os bichos nojentos, esperando que eles, num passe de mágica, se transformem em príncipes. E eles raramente se transformam.
Nós tratamos esses assuntos como se fosse tudo realmente um grande conto de fadas. E, sinceramente, só nos aparecem sapos, que por mais que beijemos, ainda são sapos, e, creio eu, sempre serão.
Sabe... Eu acho que aquela velha frase se encaixa muito bem nessa história, com alguma modificação, é claro: 'já não se fazem mais sapos como antigamente'!
Os sapos de antigamente eram cortezes, gentis. Eles nos tratavam como as princesas que realmente somos. E então, quando o momento mágico do beijo acontecia, eles se tornavam príncipes, e viviam todos felizes para sempre.
Atualmente, os sapos nos chamam de 'potranca', 'gostosa', nos tratam como objeto e serão sapos para todo o sempre.
Felizmente, ainda existem sapos que facilmente tornar-se-ão príncipes. A exemplo, podemos citar aquele amigo legal, ou o garoto legal da internet que mora lá do outro lado no planeta.

E depois de dizer coisas sem nexo que nem eu mesma entendo, vou dizendo tchau.

Até. :*