Bem, um mês e meio sem sinal de vida.
Peço perdão a todos. (:
Em pouco tempo, muita coisa muda.
Em pouco tempo, a vida toda muda.
Em pouco tempo, muita coisa começa.
Em pouco tempo, a vida toda começa.
Em pouco tempo, muita coisa acaba.
Em pouco tempo, a vida toda acaba.
Nesse curto espaço de tempo, muita coisa começou, muita coisa mudou, muita coisa acabou em minha vida.
Eu, que me dizia 'Senhora dos Meus Sentimentos', hoje já não sei de mais nada. Lutei por anos para me fechar, para não deixar ninguém se aproximar demais, e agora, eu já não sei de mais nada.
Hoje não são meus heterônimos que escrevem.
Hoje não são meus heterônimos que amam.
Hoje não são meus heterônimos que têm medo.
Hoje sou só eu, apenas eu. Sozinha com meus medos infantis.
Creio que seja de conhecimento de muitos o fato de que eu estou namorando.
Até aí, tudo bem, tudo perfeito. Como me disse o Lu, 'não há nada de mais em estar de romance'. Mas agora eu tenho medo. Medo, não de me envolver. Medo de perder. Eu tenho medo de que um dia ele acorde e não goste mais de mim. Medo de que um dia ele conheça alguém mais interessante do que eu. Sei lá, medos infantis de menina.
Isso se encaixa no contexto de 'coisas que começam'.
Também estou trabalhando como nunca. Creio que nunca tive tantos clientes simultâneos em toda minha vida profissional.
Talvez seja isso o que mudou.
Além de tudo, parece que minha relação pais-e-filha acabou de vez. E o que mais doeu foi que isso não me machucou. Quando um acontecimento desse porte não te atinge, isso talvez doa mais do que se atingisse, porque você descobre que não se importa tanto assim, e se sente mal por isso. Isso não é uma regra, mas é o que eu penso.
Isso certamente é o que acabou.
Estou no meio de uma explosão de sentimentos: estou feliz pelo trabalho, apreensiva pelo namoro, magoada pelos meus pais, e triste. Triste, não sei porque. Eu estava feliz. Tudo estava perfeito. Talvez seja esse o problema.
O verbo 'estar' sugere estado, e estados variam. Pena que o único estado de humor que variou foi essa felicidade momentânea.
O tempo está passando, e eu continuo magoada, apreensiva e triste.
Estou escrevendo ao som de Don't Stop Dancing, do Creed. Essa música parece ser perfeita para este momento:
'Hey God I know I'm just a dot in this world, do You forgot about me?'
Eu sinto como se Deus estivesse fechando os olhos para mim, mesmo eu sabendo que ele tem planos maiores e melhores para mim, e sabendo que tudo isso vai servir para moldar meu caráter de forma a me tornar uma pessoa virtuosa.
Mas ainda assim, eu estou triste, magoada e apreensiva.
Como a música diz, 'às vezes a vida é má e (...) um forro de prata às vezes não é suficiente para fazer alguns erros parecerem certos'.
Ver a luz nem sempre é simples, e fazer erros parecerem certos é quase impossível.
Eu não consigo ver luz alguma, não sei consertar erros e eu queria que nesse dia das crianças eu ainda fosse criança, sem medos, sem preocupações, sentindo o carinho dos meus pais, e sem saber que há um mundo lá fora querendo me engolir.
Eu não sei bem o que tudo isso quer dizer, creio que não tenha nexo algum.
Não precisa ler, nem comentar.
Obrigada.
partiu, beibe ;*
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
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