sexta-feira, 12 de outubro de 2007

At times life is wicked.

Bem, um mês e meio sem sinal de vida.
Peço perdão a todos. (:

Em pouco tempo, muita coisa muda.
Em pouco tempo, a vida toda muda.
Em pouco tempo, muita coisa começa.
Em pouco tempo, a vida toda começa.
Em pouco tempo, muita coisa acaba.
Em pouco tempo, a vida toda acaba.


Nesse curto espaço de tempo, muita coisa começou, muita coisa mudou, muita coisa acabou em minha vida.
Eu, que me dizia 'Senhora dos Meus Sentimentos', hoje já não sei de mais nada. Lutei por anos para me fechar, para não deixar ninguém se aproximar demais, e agora, eu já não sei de mais nada.
Hoje não são meus heterônimos que escrevem.
Hoje não são meus heterônimos que amam.
Hoje não são meus heterônimos que têm medo.
Hoje sou só eu, apenas eu. Sozinha com meus medos infantis.

Creio que seja de conhecimento de muitos o fato de que eu estou namorando.
Até aí, tudo bem, tudo perfeito. Como me disse o Lu, 'não há nada de mais em estar de romance'. Mas agora eu tenho medo. Medo, não de me envolver. Medo de perder. Eu tenho medo de que um dia ele acorde e não goste mais de mim. Medo de que um dia ele conheça alguém mais interessante do que eu. Sei lá, medos infantis de menina.
Isso se encaixa no contexto de 'coisas que começam'.

Também estou trabalhando como nunca. Creio que nunca tive tantos clientes simultâneos em toda minha vida profissional.
Talvez seja isso o que mudou.

Além de tudo, parece que minha relação pais-e-filha acabou de vez. E o que mais doeu foi que isso não me machucou. Quando um acontecimento desse porte não te atinge, isso talvez doa mais do que se atingisse, porque você descobre que não se importa tanto assim, e se sente mal por isso. Isso não é uma regra, mas é o que eu penso.
Isso certamente é o que acabou.

Estou no meio de uma explosão de sentimentos: estou feliz pelo trabalho, apreensiva pelo namoro, magoada pelos meus pais, e triste. Triste, não sei porque. Eu estava feliz. Tudo estava perfeito. Talvez seja esse o problema.
O verbo 'estar' sugere estado, e estados variam. Pena que o único estado de humor que variou foi essa felicidade momentânea.
O tempo está passando, e eu continuo magoada, apreensiva e triste.

Estou escrevendo ao som de Don't Stop Dancing, do Creed. Essa música parece ser perfeita para este momento:
'Hey God I know I'm just a dot in this world, do You forgot about me?'
Eu sinto como se Deus estivesse fechando os olhos para mim, mesmo eu sabendo que ele tem planos maiores e melhores para mim, e sabendo que tudo isso vai servir para moldar meu caráter de forma a me tornar uma pessoa virtuosa.
Mas ainda assim, eu estou triste, magoada e apreensiva.

Como a música diz, 'às vezes a vida é má e (...) um forro de prata às vezes não é suficiente para fazer alguns erros parecerem certos'.
Ver a luz nem sempre é simples, e fazer erros parecerem certos é quase impossível.
Eu não consigo ver luz alguma, não sei consertar erros e eu queria que nesse dia das crianças eu ainda fosse criança, sem medos, sem preocupações, sentindo o carinho dos meus pais, e sem saber que há um mundo lá fora querendo me engolir.

Eu não sei bem o que tudo isso quer dizer, creio que não tenha nexo algum.
Não precisa ler, nem comentar.
Obrigada.



partiu, beibe ;*

2 comentários:

André Pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Eu aceito seu perdão de coração, não sei em sua perspectiva, se cabe a mim isso. Mas saiba que por diversas situações você muito me magoou, digo isso quanto a amigo e por causa dessas coisas resolvi deixar nossa amizade de lado.

Quando ler este comentário, você deverá se perguntar o porquê de você me magoar ou mesmo o porquê de eu vir aqui e depois de tanto tempo.

Bem, eu estava de passagem e comecei a ler, suas palavras me chamaram a atenção e deram vazão aos meus sentimentos.

Eu no silêncio do meu quarto, neste momento, consumido pela escuridão, exceto pela quente claridade que escorre pelo monitor estampado a minha frente, venho a dizer:

Que sempre quis estar ao seu lado, te escutar - isso mesmo, escutar! você me perguntou qual a diferença entre ouvir e escutar, hoje sei a resposta! - e até mesmo lhe ajudar. Você nunca quis saber de se abrir, sempre preferia dar coices, respostas atravessadas e, em seguida, se retirar. Sei que é difícil se abrir com os outros, mas às vezes é necessário nos livrar de alguma coisa, desabafar com os amigos.

Eu queria dizer que todos realmente cometem erros, mas lhe peço para não cometer um erro: deixar nossa amizade como está, pois tenha certeza que ao fim deste semestre nossa relação de amizade não mais existirá!

Que tal uma segunda chance para essa amizade! Não vamos deixá-la morrer!

Quanto ao nexo na postagem, suas idéias estão legais, mas só fazem sentido para aqueles que sentiram um pouco de cada uma das suas emoções ou que passaram por fatos parecidos com os quais você passou.

Vim aqui com a melhor das intenções, beijos, se cuida.